domingo, 26 de junho de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011


Multisport Spirit


Dia 12/junho/2011


Será dada a largada da 1ª etapa do Circuito Paraty Aventura 2011. Multisport Spirit é uma competição que reúne múltiplos esportes praticados ao ar livre como canoagem, corrida e mountain bike em locais que valorizem pontos turísticos de uma região ou cidade. Difere das demais corridas de aventura por não incluir orientação de mapas e bússola, possibilitando a prática esportiva a um número muito maior de pessoas, não só de atletas mas também de amadores divididos nas categorias solo, duplas, trios e revezamento.


A etapa inicial será na modalidade Mountain Bike uma prova de bicicleta em terrenos mistos que integram percursos em asfalto, estradas de terra , trilhas fechadas e técnicas. Saindo do Centro Histórico de Paraty, passa por bairros da Ponte Branca, Muricana, Barro Alto, Condado e termina novamente no Centro Histórico.


Venha esquentar esse dia dos namorados se aventurando em cenários de tirar o fôlego tanto na cidade...


... quanto em plena mata Atlântica.


para mais informações e inscrições, abertas até 10/06 (sexta-feira), entre no site oficial do evento:

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domingo, 8 de maio de 2011


Mãe terra


"tudo que fere a terra fere os filhos da terra"

Até quando  a força da grana nos deixará cegos ao que é realmente essencial à vida?

Carta do Cacique dos Suquamish. (1855)
Há mais de um século e meio, em 1855, o cacique Seattle, dos Suquamish, do Estado de Washington, costa Oeste dos Estados Unidos, enviou esta carta ao presidente Franklin Pierce, em resposta a uma oferta para compra do território indígena.
As reflexões do líder Suquamish ainda têm uma surpreendente atualidade.
 

"O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. É uma atitude gentil da parte dele, pois sabemos que não necessita da nossa amizade.
Vamos pensar na oferta. Sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e se apossará dela.
O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas: não perdem o brilho.

Mas, como é possível comprar ou vender o céu, o calor da terra? É uma idéia estranha. Não somos donos da pureza do ar e do brilho da água. Como alguém pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada floco de neblina nas florestas escuras, cada clareira, todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.

Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele esta terra é um torrão de terra, que é o mesmo do que qualquer outro, o homen branco é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de esgotá-la ele vai embora.
Deixa para trás o túmulo de seu pai sem nenhum sentimento. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez o homem branco seja assim porque o homem vermelho seria um selvagem que nada compreende.

Não há paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o som do desabrochar da folhagem na primavera, o zumbir das asas dos insetos. Talvez por Eu ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos.
E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com perfume de pinho.
O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens.
Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.
 
Se eu me decidir a aceitar a venda, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos.
Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros.
Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida.
O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.

Nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Nossos guerreiros vergam sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos doces e bebidas ardentes.
Não importa muito onde passaremos nossos últimos dias. Nós já não somos muitos.
Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso povo.

Sabemos de uma coisa que o homem branco talvez venha um dia a descobrir: nosso Deus é o mesmo Deus.
O homem branco julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira do homem vermelho como do branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador.
O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa que as outras raças. Continua sujando sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça. É o fim da vida e o começo da sobrevivência.

Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos que esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, que visões do futuro oferece para que possam tomar forma os desejos do dia de amanhã.
Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são desconhecidos para nós.
E por serem desconhecidos, temos de escolher nosso próprio caminho.
Se concordarmos com a venda é para garantir as reservas que foram prometidas. Lá talvez possamos viver nossos últimos dias.
Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem sobre as pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe.
Se vendermos nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos.
Nunca se esqueçam de como era a terra quando tomaram posse dela. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos e ama-a como Deus ama a todos nós. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino".


terça-feira, 12 de abril de 2011

FLIP
(FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE PARATY)


LITERALMENTE UMA FESTA!!!

Todos os anos a cidade de Paraty se prepara e se enfeita para receber um dos maiores eventos literários do país e um dos principais festivais literários do mundo. São cinco dias de festa com cerca de 200 eventos que incluem debates com autores mundialmente respeitados, shows, exposições, oficinas, exibições de filmes e apresentações de escolas entre outras atividades.


No areal do pontal é montada a Tenda dos Autores, auditório com capacidade para 850 pessoas, onde acontece a programação principal. O evento começa com uma conferência de abertura na quarta feira à noite. Nos demais dias (de quinta à domingo) são realizadas vinte mesas que reúnem , para uma conversa informal, convidados dos mais variados horizontes (escritores, cineastas, historiadores, jornalistas e artistas plásticos, entre outros).


Do outro lado do Rio Perequê Açu é montada a Tenda do Telão, com transmissão simultânea e capacidade para 1.400 pessoas.
Quem não consegue comprar ingressos para a tenda principal pode acompanhar tudo pelo telão, democratizando ainda mais o acesso à todos aqueles que quiserem acompanhar os debates.


Ao lado da Igreja da Matriz fica a Tenda da Flipinha para mostrar as atividades desenvolvidas ao longo do ano pois a Flipinha tornou-se um programa educativo com ação contínua que acontece de janeiro a dezembro envolvendo alunos e professores da rede escolar pública e privada de Paraty.


Em 2009 criou-se também a FlipZona que assim como a Flipinha é um projeto continuado, envolvendo toda a rede de ensino de Paraty, direcionado aos jovens e que procura promover a aproximação deles com as novas tecnologias da comunicação. São oficinas de produção e edição de áudio e vídeo, caracterização teatral, produção de textos, animação, videogames, debates com escritores e profissionais da área, etc.


E a Praça? Bom, como diria o poeta: "A praça! A praça é do povo..." e principalmente das crianças. Toda enfeitada oferece inúmeras atividades para a criançada.


Livros são amarrados nas árvores, mostrando que literatura também pode ser brincadeira de criança.



Os bonecos de papel marchê são um espetáculo à parte. Durante o ano oficinas com crianças e jovens são montadas para a produção de bonecos de personagens da literatura.


Dá pra ver o pinóquio dentro da boca da baleia.


Gabriela sobre o telhado para pegar uma pipa.


Até Iara aparece, iluminada à noite, saindo das águas do rio.


A tenda principal conta também com uma livraria,


um café,


espaço para exposições


e autógrafos.


Encerrando a festa, a última mesa é a Livro de cabeceira, que reúne diversos autores da programação para lerem seus livros preferidos.


Se informe, participe!

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quinta-feira, 3 de março de 2011

Carnaval em Paraty
Bloco da Lama



Este é o bloco mais democrático que conheço!!
Todos podem participar. É só ir até a praia do Jabaquara no sábado de Carnaval a partir das 11hs.



A fantasia você mesmo faz!
com muito prazer...



...e um pouquinho de criatividade, juntando conchinhas, algas e o que mais estiver à mão.



Conversando com os amigos.


Dá pra ser bastante original!


Dizem que a idéia é espantar os maus espíritos e atrair a alegria para as comemorações entoando o grito: 
Uga, Uga, Há, Há.



Venha você também mergulhar nesta festa!!!



A programação completa do carnaval de Paraty está no site:

quarta-feira, 2 de março de 2011



Aniversário Paraty
344 anos

Igreja Nossa Senhora dos Remédios

Dia 28/02/2011 Paraty estará comemorando seu 344º aniversário. Apesar de seu provável descobrimento ter ocorrido em 1531, Paraty só recebeu o título de vila em 1667. A cidade foi fundada em torno da igreja Nossa Senhora dos Remédios, sua padroeira.

Durante o período colonial a cidade fez parte do ciclo do ouro e seu porto era fundamental para o processo de escoamento. Tamanha importância tornou Paraty a segunda cidade mais rica do país, ficando atrás somente do Rio de Janeiro.
A cidade também foi fundamental para a economia nacional baseada na cana de açúcar, e por ter recebido mais de 250 engenhos, sendo considerada sinônimo de boa aguardente.

Porém, constantes investidas de piratas que se refugiavam em praias como Trindade, fizeram com que a rota do ouro fosse mudada, levando a cidade a um grande isolamento econômico.


Baia de Paraty

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011


Projeto Arte com Cidadania 
em Paraty-RJ

A delicadeza e a poesia do cotidiano simples da vida caiçara, valorizado e retratado na criação do artista em conjunto com a comunidade.


Projeto realizado pelo LEPAC- Paraty (laboratório de estudos e pesquisas em artes e ciências UNICAMP - PARATY) em parceria com o artista plástico argentino Juan Carlos Iacaruso que reside atualmente em Paraty.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011



A maravilhosa lama negra 
da praia do Jabaquara em Paraty


A 1º impressão nem sempre é muito positiva. As pessoas ficam um pouco receosas mas é certo que ao se renderem à ela, a sensação é maravilhosa!!


Uma regressão 
aos tempos de criança...



às vezes essa regressão é ainda maior.


Uma verdadeira terapia, principalmente se levarmos em conta suas reais qualidades terapêuticas. Rica em matéria orgânica, minerais, silício, alumínio, vitaminas, flora bacteriana e sulfídrico é indicada no tratamento de doenças articulares, dermatológicas e até emocionais.
É proveniente das áreas de mangue, um dos ecossistemas mais importantes do planeta, sendo responsável por pelo menos 2/3 das espécies de peixes e berçário de camarões e mariscos. 

Essas informações são muito importantes como forma de valorizar esse nosso patrimônio, verdadeiro santuário ecológico às vezes renegado por puro preconceito.

Valorizar é preservar


Um agradecimento muito especial ao fotógrafo Ratão Diniz que compartilha estas e outras fotos em seu site na internet. Foi sua sensibilidade que nos inspirou a publicar esta matéria.